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SEM DUPLICAÇÃO

Movimento pela duplicação da BR 163 volta a ganhar corpo no norte de MT

Algumas ações foram desenvolvidas em 2018 pelo grupo que chegou a fechar o acesso ao pedágio localizado em Lucas do Rio Verde

Postado em 26/02/2020 às 05:49 |

Integrantes do movimento pela duplicação da rodovia fecharam a praça de pedágio em Lucas do Rio Verde em 2018 (Foto: Arquivo Pessoal)

A trágica rotina de acidentes que provocam mortes em usuários da BR 163 motivou integrantes do movimento pela duplicação da rodovia federal a retomarem as ações iniciadas em 2018. O grupo, formado por profissionais liberais, comerciantes e líderes de classe está se reorganizando para cobrar que todo o trecho sob concessão da empresa Rota do Oeste seja duplicado como previa o contrato assumido pela empresa junto ao Governo Federal em março de 2014. O tempo passou, os prazos para concluir a duplicação expiraram, mas a cobrança de pedágio nas nove praças instaladas em um trecho de aproximadamente 850 quilômetros sob concessão da empresa. Alem disso, o movimento cobra que a empresa deixe a concessão da rodovia federal.

O primeiro encontro do grupo já tem data e horário definidos: será na quinta-feira (27) às 19 horas no auditório do Sindicato Rural de Lucas do Rio Verde. A ideia é reunir o maior número de pessoas dispostas a brigar pela duplicação da rodovia federal. “Para que o movimento ganhe mais força é necessário um grande número de pessoas. Chame seus amigos, vizinhos, equipe de trabalho, vamos nos mobilizar, juntos somos mais fortes. Todas as entidades de Lucas do Rio Verde são convidadas com um único objetivo: salvar vidas na BR 163! Duplicação já”, ressalta o convite compartilhado nas redes sociais.

De acordo com o deputado federal Neri Geller, o governo federal já determinou que a concessionária em 40 dias apresente um plano para execução do contrato, e, que se não for satisfatório o Governo Federal irá tomar providência na justiça para resolver esta situação, ou seja rescindir o contrato. Todavia, a empresa tem buscado meios legais para manter o contrato mediante apresentação de um plano de cura e com troca de controle acionário.

Uma audiência pública foi requerida pelo parlamentar e deve acontecer nos próximos dias em Brasília quando representantes da empresa, do governo, de sindicatos rurais e OAB abordarão o assunto.

Já o senador Wellington Fagundes defende a troca do controle acionário, fazendo um novo pacto contratual com a Rota do Oeste a uma nova licitação do trecho. O parlamentar afirmou que uma licitação poderia inviabilizar Mato Grosso, tendo como base um estudo elaborado pela consultoria GO que acena com aumentos no valor das tarifas de pedágio e atraso de pelo menos cinco anos para retomada das obras de duplicação.

Desde que a rodovia foi concessionada, pouco mais de 115 quilômetros foram duplicados. A empresa responsável pela concessão tinha previsão de investir R$ 6,8 bilhões ao longo de 30 anos.

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