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RECOMEÇO

Refugiado encontra emprego em fábrica de móveis após matéria do Portal da Cidade

Adrúbal Garcia Garcia trabalha na fábrica Bassani Móveis como auxiliar de serviços gerais desde o começo do mês e agradece a oportunidade

Postado em 13/01/2020 às 11:31 |

Adrúbal Garcia Garcia começou a trabalhar no início do mês na fábrica da família Bassani, em Lucas do Rio Verde. Seu sonho agora é reunir toda a família novamente, dispersada por conta da crise na Venezuela (Foto: José Boas - Portal da Cidade)

Após matéria do Portal da Cidade, retratando a difícil vida de refugiados venezuelanos que procuram Lucas do Rio Verde em busca de emprego, um deles conseguiu trabalho em uma fábrica de móveis da cidade. Adrúbal Garcia Garcia, 56 anos, deixou a Venezuela fugindo da fome, está há quase dois anos no Brasil e trabalha na linha de produção da Bassani Móveis, no Setor Industrial desde o começo deste mês.

Ele conta que, por causa da crise em seu país, sua família se dispersou. O filho foi para a Colômbia, a esposa para o México e a filha mais velha veio com ele para o Brasil, em busca de trabalho: “viemos fugindo da miséria, pois onde morávamos, quando havia comida, nos faltava dinheiro; quando havia dinheiro, não havia comida para comprar. Então eu fui a Boa Vista e consegui trabalho em uma fazenda, onde fiquei por pouco mais de um ano (...) minha filha mais velha veio comigo e, um dia desses, recebeu convite de um parente do dono da fazenda para vir trabalhar em Lucas do Rio Verde. Em seguida ela me chamou e eu vim também e, há pouco, conseguimos trazer minha esposa. Agora só falta trazer o filho mais velho, que ainda está na Colômbia”.

Quanto ao emprego que conseguiu, Garcia diz que quer aproveitar ao máximo a oportunidade oferecida pela família Bassani e diz que usará sua experiência para crescer dentro da empresa. Ele conta que, na Venezuela, já havia trabalhado com madeira e como motorista, e espera aprender coisas novas no Brasil para poder sustentar sua família de maneira adequada.

“Eu trabalhei com madeira e também como motorista na Venezuela. Aqui existe uma diferença grande, há mais tecnologia, mas o trabalho é bom e isso me dá ânimo para aprender mais e ser ainda mais útil na fábrica que me abriu as portas”, afirma.

Para o empresário Aluísio Bassani, “o apoio oferecido ao senhor Garcia também ajuda nossa empresa, pois existe uma carência muito grande de mão de obra qualificada aqui e em outros lugares do Brasil. Para termos uma ideia, há momentos que temos que trazer colaboradores de longe – do Paraná, da Bahia, do Maranhão – para suprirmos a nossa demanda por pessoal. Outro fator complicador é que caiu muito número de jovens interessados em trabalhar no chão da fábrica, que queiram aprender a lidar com máquinas tão modernas, preferem os serviços burocráticos (...) então, quando encontramos alguém realmente interessado em trabalhar e aprender, temos que investir nesta pessoa para que ela se qualifique cada vez mais, pouco importando idade ou de onde vem. Espero que esta parceria dure por muito tempo e que o Garcia sirva de exemplo para as novas gerações”.


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