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Escola São Cristóvão é modelo educacional em Lucas do Rio Verde
Segundo dados do IDEB, a instituição obteve a melhor nota entre as escolas municipais. Resultado a categoriza como a melhor educação pública do município.
Publicado em
11/09/2018 às 06:03
Atualizado em
A Escola Municipal São Cristóvão se localiza no Bairro Zona Rural, interior de Lucas do Rio Verde, e atende alunos do Ensino Infantil ao Ensino Médio. Conforme os dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) divulgados pelo Ministério da Educação (MEC) na última segunda-feira (03) em todo o país, a instituição tem a melhor educação pública do município luverdense.
Como já noticiado pelo Portal da Cidade, Lucas do Rio Verde tem a segunda melhor educação municipal de Mato Grosso. Com média de 6.7 nas séries iniciais (5º ano) e 5.8 nas séries finais (9º ano), o município conquistou uma nota 38,2% acima da média do estado e 47,7% acima da média nacional. Mas se à fora Lucas é referência, dentro de seu território também existem as escolas que se destacam, como é o caso da Escola Municipal São Cristóvão, que obteve uma nota acima da média municipal.
Modelo de educação
Comportada em uma estrutura de 1.453,83 m², distribuídos em 10 salas de aula, biblioteca, secretaria, sala dos professores, cozinha, refeitório e banheiros, a instituição de ensino atende 369 alunos, de 04 a 18 anos. Sendo 300 da própria instituição, matriculados entre o Ensino Infantil e Médio, e 69 da rede estadual, como extensão da Escola Ângelo Nadin.
Alunos de Ensino Médio atendidos pela Escola São Cristóvão (Foto: Portal da Cidade)
De acordo com a diretora da instituição, Andreia Pedrassani, além de abranger uma extensa faixa etária, a escola adota o plano de ensino integral de 15h, haja vista que é de extrema importância para a formação da criança e do adolescente que ele também passe tempo em casa.
“O ensino integral é a oportunidade de trabalhar a dificuldade do aluno de forma mais dinâmica e objetiva, isso é bom! E o integral 15h quer dizer o que? Que ele fica três dias na escola e dois dias em casa, é o tempo suficiente, ele precisa estar em casa também. Então, duas manhãs por semana não tem oficina, porque não é bom para o desenvolvimento da criança e do adolescente a gente tirar ele todos os dias de casa”, explicou a gestora ao Portal da Cidade.
A formação didática do aluno em tempo integral abrange oficinas no campo da linguagem, exatas, artes, esporte e lazer, educação ambiental e campo pessoal e social, além das matérias que já estão incluídas tradicionalmente à grade curricular do aluno da rede pública.
Ranking municipal
Com 29 professores, sendo 08 da rede estadual, as notas obtidas pela Escola São Cristóvão superaram as notas das demais instituições da rede pública municipal, e mais uma vez a levaram em primeiro no ranking luverdense.
Nas séries iniciais a escola obteve média de 7.2, ficando acima da média de 6.7 do município, e cerca de 22% acima da menor nota em Lucas do Rio Verde, que foi 5.9 da Escola Cecília Meireles. Nas séries finais a escola obteve nota de 6.9, ficando acima da média municipal de 5.8, e cerca de 35% acima da menor média em Lucas, que foi de 5.1, também da Escola Cecília Meireles.
Alunos da Escola Municipal São Cristóvão (Foto: Portal da Cidade)
Ao fato animador e satisfatório, Andreia afirma que “a esse resultado, acima de tudo, eu dou razão a isso: respeito em sala de aula. Respeito do aluno para com o professor e do professor para com o aluno. A escola ter que ter um foco, e o foco é ensinar, desafiar... os valores precisam estar acima de tudo, porque se não houver respeito em sala de aula, não há aprendizagem. [...] Aqui não liberamos o uso de celular, e somos rigorosos nisso. É uma fonte de pesquisa? Sim, é, mas não em sala de aula.”
Educação a longo prazo
Com aproximadamente 30 anos de existência, a Escola São Cristóvão vem angariando bons resultados em toda sua trajetória, um sistema educacional a longo prazo que é referência em Mato Grosso.
Quanto a esses primeiros passos, Sandra Barzotto conhece bem. Gestora da escola por 20 anos, a professora foi quem iniciou os projetos que fizeram da instituição um modelo para Lucas do Rio Verde.
“São Cristóvão tem um história muito bonita, uma história de superação, em quem a participação dos pais sempre foi fundamental para o desenvolvimento da escola. [...] A qualidade, a de dedicação e o amor dos professores sempre foram um diferencial na instituição, e agora que somos avaliados podemos contemplar os frutos de todos esses anos de trabalho”, externou a professora.
A turma do quinto ano foi preparada pela regente Silvana Beatriz, e a do nono ano pelas professoras Janaina Ianovisk, de matemática, e Eliza Dias de Carvalho Souto, de língua portuguesa. De volta à sala de aula, Sandra também ministra aos alunos participantes da avaliação do IDEB, demontração de um trabalho coletivo que ela atribui ao engajamento de toda a equipe docente.
Andreia Pedrassani, Sandra Barzotto e turma avaliada pelo MEC, por meio do IDEB (Foto: Portal da Cidade)
“O que faz a diferença é o amor dos professores, o amar o que faz e o querer ver o desenvolvimento dos nossos alunos. Com certeza cada um dos nossos professores olham hoje para a nossa escola e sentem orgulho desse resultado, porque não foi só o professor da turma que fez esse diferencial, foram todos, desde a educação infantil até o nono ano. Geografia e história, por exemplo, não são avaliados pelo IDEB, mas com certeza os professores dessas disciplinas também contribuíram para o resultado”, afirmou.
Gerando discípulos
A maior preocupação de uma gestão bem-sucedida é a gestão vindoura, saber se esta conseguirá dar continuidade ao trabalho sem baixar o rendimento se torna uma incógnita. Por isso, um trabalho a médio e longo prazo se torna necessário, mais do que ser um bom gestor, é necessário treinar pessoas. Gerar discípulos tem sido o diferencial da Escola São Cristóvão.
“Eu tinha essa preocupação porque gestão é difícil e não são todos que querem assumir. Perfis de gestão também não se fazem da noite pro dia, e eu sempre tive essa preocupação. [...] Então a gente foi trabalhando realmente, quem poderia ter esse perfil, teria a mesma visão... Isso é importante pra escola, principalmente para os nossos alunos, não apenas trocar a gestão, mas pensar na continuidade do trabalho”, concluiu.
Alunos da Escola Municipal São Cristóvão (Foto: Portal da Cidade)
De acordo com Andreia Pedrassani, o segredo para manter a educação em constate evolução na instituição está em repetir os acertos da gestão anterior, aprimorar ideias, inovar sempre, e principalmente, amar o que faz.
“Eu sigo os ensinamentos da Sandra, o que ela fazia e eu acho que é fundamental: estar sempre presente. Eu procuro plantar nos professores que não se deve deixar pra amanhã o que se pode fazer hoje, se meu aluno tem dificuldade hoje, haja hoje, porque amanhã pode ser tarde. [...] Pra mim, se eu posso enxergar uma luz lá no fim do túnel em que eu posso dar aprendizagem aqueles cinco ou três que não sabem ler, lá vou eu, é isso que eu faço, e é isso que essa equipe faz. Se um desses alunos fosse meu filho, eu seria capaz de tudo, e é assim que eu os vejo: como meus filhos também. Esse é um discurso meu, eu sempre falo que o segredo de tudo é o amor.”, declarou a diretora.
Fonte: Kimberly Schäfer | Portal da Cidade
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