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Álcool: abuso está associado a problemas que vão muito além do fígado

Doenças, problemas familiares, desemprego e marginalização social estão associados ao alcoolismo

Postado em 13/01/2019 às 16:17 |

O consumo excessivo de álcool é responsável por diversos males físicos, psicológicos e sociais (Foto: Reprodução)

Segundo a OMS – Organização Mundial da Saúde – há cerca de 4 milhões de alcoólatras no Brasil e, na última década, houve aumento de 43,5% no consumo de bebidas alcoólicas, o que coloca o país acima da média mundial de consumo. Segundo autoridades e especialistas em saúde pública, o resultado aumentou o alerta sobre os malefícios do álcool para os indivíduos e para a sociedade.

ORGANISMO – Para o organismo o consumo exagerado de álcool pode causar danos severos ao fígado, ao pâncreas, diversos tipos de câncer (boca, laringe, garganta, esôfago e vesícula), sistema nervoso central, estômago, e coração.

O mesmo estudo da OMS indica que 3,3 milhões de pessoas morrem todos os anos, no mundo, em decorrência do uso indiscriminado do álcool, o que representa 5,9% do total de mortes. No Brasil o número é estimado em 100 mil óbitos anuais, segundo dados do Ministério da Saúde.

PROBLEMAS SOCIAIS – Além dos problemas individuais, o álcool está associado a diversos problemas sociais que causam prejuízos públicos, desde acidentes de trânsito e depressão até violência doméstica.

No trânsito, segundo indicam estudos recentes do Contran – Conselho Nacional de Trânsito, que tiveram como base os bancos de dados de diversos estados brasileiros, o álcool é fator determinante em aproximadamente 60% dos acidentes. Segundo o mesmo levantamento, após a promulgação da Lei Seca, que tornou mais severas as penalizações para quem bebe e dirige, embora o número de mortes nas estradas do País ainda preocupe, houve redução de 14% em 10 anos.

Segundo números divulgados pelo INSS – Instituto Nacional de Seguridade Social – chega a 100 mil o número de pessoas afastadas do trabalho por causa de doenças associadas ao alcoolismo. O número é ainda maior se levados em consideração os distúrbios mentais e psicológicos por dependência química, o que torna o álcool o maior causador de afastamento do trabalho.

O Cebrid - Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas – divulga estudos periódicos que indicam a presença de ingestão de bebidas alcoólicas em 17,1% dos casos de agressão domiciliar, e pioram em estratos sociais onde o nível de escolaridade e renda são mais baixos, podendo chegar a 40% dos episódios em regiões de pobreza extrema.

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