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NOVOS ARES

O que esperar dos novos governos estadual e federal em 2019?

Com discursos contundentes e bastante alinhados, Paiaguás e Brasília têm muitos pontos convergentes

Postado em 02/01/2019 às 18:28 |

Palácio do Planalto e Paiaguás têm muito em comum em seus discursos no início dos novos governos (Foto: Reprodução)

Passado o período das eleições e das posses dos novos governantes nas esferas estadual e federal, surge a pergunta sobre quais serão os caminhos possíveis que o estado e o País tomarão a partir de agora. Para responder a esta pergunta, o Portal da Cidade pesquisou o parecer de especialistas sobre o panorama que se desenha.

ECONOMIA – Tanto o Palácio Paiaguás quanto o Planalto serão ocupados por políticos que, durante suas campanhas, defenderam a redução da participação do Estado na economia.

O novo ministro da fazenda, Paulo Guedes, é economista com Doutorado pela Universidade de Chicago e foi professor no Brasil e no exterior. Além disso, é um dos fundadores do Banco Pactual e do IBEMEC – Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais. Defende "privatizar tudo que for possível, fazer a reforma da previdência e zerar o déficit fiscal brasileiro”, que terminou 2018 em 139 bilhões.

No plano estadual, tanto Mauro Mendes (DEM) quanto Otaviano Pivetta (PDT), novos ocupantes do Executivo Mato-grossense, são empresários e vêm na força da iniciativa privada a saída mais sustentável para o desenvolvimento econômico e social.

POLÍTICA EXTERIOR – Outro ponto convergente entre Mato Grosso e Brasília está na escolha dos principais parceiros nas relações políticas e comerciais no exterior.

Neste ponto, tanto Palácio Paiaguás quanto Planalto afirmam que a agenda ideológica e heterodoxa adotada nos últimos 16 anos tem deixado o Brasil cada vez mais isolado no plano internacional, sendo necessária uma mudança imediata de rumos e uma visão mais pragmática, com a busca por parceiros econômica e politicamente relevantes.

COMBATE À CORRUPÇÃO – O terceiro ponto de convergência entre os Gabinetes de Bolonaro/Mourão e Mendes/Pivetta diz respeito ao discurso de vigilância e combate à corrupção.

Durante a campanha, ambas as chapas fizeram duras críticas ao sistema legal do Brasil. Segundo eles, há pouco rigor das penas para quem é pego praticando algum ato de corrupção.

AUSTERIDADE – Um dos pontos que mais aproximam os discursos do CPA e da Praça dos Três Poderes a partir de janeiro é o de austeridade no uso do dinheiro do Estado. As críticas feitas aos seus antecessores tiveram como principal alvo o aumento dos gastos públicos, a quantidade de cargos comissionados e a falta de planejamento para otimização de custos.

Otaviano Pivetta chegou a usar suas redes sociais para publicar um bilhete escrito em um guardanapo de papel, dizendo que seus amigos não o procurassem pedindo empregos comissionados, mas que se empenhassem em fazer sua parte no combate ao mau uso do dinheiro público.

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