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CORONAVÍRUS

Médico faz alerta sobre cuidados preventivos para reduzir nível de contágio

Gilmar de Oliveira observa que ações simples podem ajudar a mudar a curva de atuação do novo coronavírus

Postado em 22/07/2020 às 06:55 |

Médico alerta que cuidados preventivos são fundamentais para reduzir níveis de contágio da Covid-19 (Foto: Richard Montecinos/Portal da Cidade)

Apesar dos cuidados e das medidas restritivas adotadas pelo município, o momento é de aumento no número de casos de Covid-19 por contágio comunitário, o que leva à preocupação a classe médica. Diariamente o número aumenta e expõe, principalmente, pacientes com comorbidades que sofrem mais os efeitos da Covid-19. O médico cardiologista Gilmar de Oliveira comentou que no atendimento diário em seu consultório são feitos alertas para cuidados preventivos. 

Segundo Oliveira, o ideal ainda é prevenir, evitando aglomerações de pessoas, como em confraternizações familiares ou amigos. Uma pessoa contaminada pode demorar de 3 a 5 dias para apresentar sintomas e há casos onde a pessoa infectada mostra-se assintomática, propagando o vírus para outras pessoas. “Nesse tempo, ele já pode estar contaminando outras pessoas. O ideal é ter cuidado e evitar contato com outras pessoas, até mesmo familiares”, comentou.

Uma dúvida é relacionada aos cuidados que pessoas que testaram positivo para a doença devem ter no dia a dia. A medida mais eficaz é o isolamento para interromper a propagação do vírus. Neste sentido, o ideal é que o paciente possa estar em um ambiente separado, se possível com banheiro exclusivo, e objetos separados, como talheres e outros objetos de uso pessoal.

A escalada do novo coronavírus é muito rápida, o que explica o alto número de infectados em poucos dias. Os boletins divulgados diariamente pelo Comitê de Enfrentamento em Lucas do Rio Verde têm demonstrado isso. O médico explica que o vírus tem poder infectante muito alto e se espalha com facilidade pelo ambiente. “O contágio dele é muito fácil, fica no ambiente onde uma pessoa infectada passou, tossiu, e fica no ar. Uma pessoa que passa ali pode leva-lo na roupa, no corpo, atingir a via aérea também e faz com que se prolifere rapidamente”, orienta.

A preocupação em evitar a propagação é relacionada aos pacientes com mais vulnerabilidade cuja doença pode trazer danos permanentes ou até mesmo levar a óbito, pois o número de leitos em hospitais não é adequado. Como tem sido divulgado pela mídia, a ocupação tem ficado sempre na casa de 90% dos leitos disponíveis, a fila de espera se mantém, levando pessoas a buscarem internação em outros Estados. O médico observa que uma transmissão mais lenta dá condições de tratamento adequado aos pacientes. “Com um número grande e de forma rápida como está acontecendo (fica difícil). Se colocar 5% que precisa de hospital em um universo de 2 mil casos confirmados, é um número significativo e nós não temos hospital pra atender essa demanda. Por isso o cuidado preventivo é muito importante”, alerta.

Por ser uma doença relativamente nova, há diversas pesquisas sobre o desenvolvimento e o comportamento do vírus. Uma das dúvidas relacionadas a quem foi infectado e curado é relacionada a presença de anticorpos. Doutor Gilmar comentou que as primeiras informações eram de que eles passariam a ficar imunes. Contudo, alguns pacientes não apresentaram a formação de anticorpos, o que levantou dúvidas até sobre a condução da pesquisa. Entre os questionamentos mais comuns é sobre o período de imunidade e a preparação e tempo de atividade de uma vacina no organismo. “São perguntas que nos deixam sem resposta, mas a gente procura deixar o mais claro possível pra eles. O paciente que já teve coronavírus, qual a orientação: é manter os cuidados pra não ter um novo contágio. É uma orientação que ocorre em todo o mundo”, observou.

No contato diário com pacientes e com membros da sociedade, o médico observa que há consciência entre a população mais idosa, talvez pelo fator de risco. Os mais jovens tendem a se expor, em reuniões sociais e no deslocamento diário. Os mais velhos têm evitado, por exemplo, idas ao supermercado e até em atividades rotineiras, como jogo de cartas e de bocha. Como estão em isolamento, acabam desenvolvendo sintomas de ansiedade e depressão. “Mas a gente, no dia a dia, busca orientar porque isso se faz necessário e a gente vai vencer essa, vai passar por isso, e logo vamos retomar a rotina normal”, destaca o médico, reforçando a necessidade de envolvimento da sociedade para que o nível de contágio possa encontrara uma curva descendente, reduzindo número de infectados graves e que dependam de internação para evoluir para cura.

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