SUSPEITAS
Lucas do Rio Verde: GCCO investiga receptadores de agroquímicos roubados
Informações levantam suspeitas de que agricultores da região estejam envolvidos como compradores destes produtos.
Publicado em
28/10/2019 às 08:41
Atualizado em
Em entrevista exclusiva concedida ao Portal da Cidade pelo delegado da GCCO – Gerência de Combate ao Crime Organizado – Dr. Flávio Strigueta, soube-se da informação de que a divisão de inteligência da Polícia de Mato Grosso concentra seus esforços para saber quem são os receptadores dos produtos agroquímicos roubados por uma quadrilha que atuava na região de Lucas do Rio Verde. Como noticiado por nossa equipe de reportagem anteriormente, o grupo formado por aproximadamente 15 pessoas foi desarticulado após ação policial que prendeu em flagrante alguns de seus integrantes.
Outra linha da mesma investigação trabalha com as rotas feitas pelos contrabandistas de defensivos e insumos trazidos do Paraguai. Para a Polícia, não está descartada a hipótese de que as mesmas pessoas podem estar envolvidas nas duas modalidades de crime.
Strigueta afirma sobre a investigação: "estamos atuando com a Inteligência da Polícia para descobrir quem são os receptadores destes produtos roubados. Não descartamos nenhuma hipótese, inclusive temos algumas suspeitas de que alguns produtores rurais da região estejam envolvidos como compradores dentro deste esquema criminoso. Sabemos, por exemplo, que uma das cargas foi roubada em Itanhangá e alimentaria esse comércio ilegal [...] estamos empanhados para que, assim como as quadrilhas que atuavam no roubo a bancos, também este esquema seja completamente desarticulado no estado”.
O que pode acontecer?
O delegado afirma que, caso as suspeitas da Polícia se concretizem e algum agricultor seja flagrado transportando, armazenando ou utilizando estes produtos, sofrerá diversas sanções previstas em lei, entre elas a aplicação de multa, a suspensão de acesso a crédito agrário, o embargo da propriedade rural, além de prisão por receptação de produto roubado.
De acordo com Strigueta, a GCCO vem trabalhando em paralelo com o Ministério da Agricultura, IBAMA, INCRA e Banco Central para fazer o cruzamento de dados e, caso as investigações apontem suspeitos, todas as medidas legais de repressão possam ser devidamente tomadas para que os criminosos paguem o prejuízo que têm causado.
GCCO – Gerência de Combate ao Crime Organizado (Foto: Reprodução)
Fonte: José Boas/Portal da Cidade
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